quinta-feira, janeiro 21, 2010

O que fica..

O que fica é, muitas vezes, superior ao que vai. Na altura, parece que o mundo desaba e que aquilo que perdemos é incrivelmente maior do que aquilo que temos. Eu falo por mim. Tenho o mau hábito de exagerar tudo o que é negativo, de achar sempre que não há grande volta a dar, mesmo que tenha à minha frente o segredo da solução. Até que dou por mim a aceitar o cliché de que há males que vêm por bem e que com eles ganhamos sempre mais.


Todos passamos por situações complexas, por momentos maus em que parece que estamos a ir ao fundo, mas o que é certo é que continuamos cá. Às vezes perdemos muito tempo (demasiado??) a pensar no que poderíamos ter feito se tivéssemos outras opções, se tivéssemos tomado outras decisões, se tivéssemos dado outro rumo à nossa vida. E, em algumas vezes, é preciso saber cortar e dizer não no momento certo, sem hesitações nem medos, porque nem sempre o que vai é maior do que o que fica.

As pessoas passam, os momentos esquecem-se, a dor vai-se apagando... mas fica sempre algo dentro de nós que nos faz maiores!

quarta-feira, janeiro 20, 2010

desabafo...



Já há 10 dias que não passo por aqui e que o blog está abandonado! Os dias sucedem-se e as 24h que o compõem não me dão tempo e espaço para tudo o que gostaria de fazer.. Ora o blog, ora a guitarra, ora a leitura; partes fundamentais de mim que têm ficado para trás neste corre-corre diário, numa luta contra o tempo e o cansaço. Sim, ando cansada (!), e às vezes falta-me a paciência para os alunos que não dão valor às aulas que têm, que andam a passear a guitarra sem nenhum objectivo, a tirar-me tempo para estudar ou, pior ainda, a ocupar a vaga de outros que, infelizmente, ficaram de fora.

Não significa isto que não gosto de dar aulas. Gosto, claro, entusiasma-me a ideia daqueles pequenos seres poderem vir a ser grandes músicos e isso é uma grande responsabilidade que carregamos. Mas todos temos os nossos dias e fases más, onde quando há outras coisas que faltam tudo parece ainda mais penoso... E aperceber-me que praticamente não tenho tempo para estudar é algo que, para além de me deprimir, não me faz bem, afecta o meu equilíbrio, uma vez que isso, sim, é o que mais gosto de fazer!

Todos temos os nossos problemas... Uns não têm trabalho, outros têm trabalho a mais e, francamente, trabalho é coisa que não me falta. E depois, fico sempre orgulhosa quando vejo o trabalho que, na maioria das vezes a grande custo, já vou fazendo... Basta isso para achar que vale sempre a pena!!

domingo, janeiro 10, 2010

Quotes #2

" Eu amo a vida, eis a minha verdadeira fraqueza. Amo-a tanto, que não tenho nenhuma imaginação para o que não for vida "



Albert Camus

domingo, janeiro 03, 2010

back



Porque é que é sempre tão difícil voltar às aulas depois das férias??... Por um lado até estou com vontade, mas por outro estou cá com uma nostalgia das férias que findaram... 

Feliz Ano Novo!


sábado, dezembro 26, 2009

Moiras da Contenda



Não sou isenta e, imagine-se (!!), ainda não li o livro...
Mas foi certamente deste senhor que herdei esta grande paixão por literatura!


"As Moiras da Contenda" é o título da última obra editada por Joaquim Pinto Ribeiro, cujo lançamento oficial teve lugar no passado Domingo, no quartel dos Bombeiros Voluntários de Mira de Aire.

O lançamento desta obra literária integrou-se na cerimónia de Comemoração do 25º Aniversário dos BVMA, tendo o escritor sido apresentado por Rogério Venâncio que foi o autor do prefácio do romance, cuja inspiração tem por base uma lenda, e como cenário as nascentes da Mata.

O autor da obra, Sr Tenente-Coronel Joaquim Pinto Ribeiro (também actor no Grupo de Teatro Boca de Cena), explicou o porquê das "As Moiras da Contenda", e confidenciou-nos que já tem outro projecto no horizonte.
Foi com muito prazer que a TV MINDE registou o acto com uma pequena reportagem que se encontra publicada em TV.MINDE.EU "

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Ser Mulher



Este não é um post feminista, nem tão pouco de propaganda da condição feminina, mas sim um somatório de várias conclusões que se têm formado na minha cabeça.

Se pudesse ter escolhido, não escolheria a outra opção, embora estivesse ciente das facilidades que isso me traria na (ainda retrógrada) sociedade actual. Sou mulher e gosto de o ser e admiro todas, sem excepção. Não quero com isto parecer uma fundamentalista, que considera os homens seres inúteis nem as mulheres superiores. Mas não posso deixar de achar que temos, de facto, que superar bastantes desafios que não se colocam aos homens. É-nos exigido demasiado, embora nós o tenhamos reinvidicado, é certo, e isso leva, por vezes, a um desgaste exagerado da nossa condição humana de seres imperfeitos.

São nos impostos padrões de beleza surreais, praticamente inantigíveis, que nos retiram as características inatas e uniformizam tudo e todas, qual produção em massa. É óbvio que podemos ser sempre a excepção, mas isso também traz consigo uma série de consequências muito difíceis de ultrapassar. O modus pensantis actual é baseado em arquétipos que são alterados electronicamente, que não consegue resistir às pressões da moda e dos seus/suas ditadores/as.

A par disto, é importante mantermos a independência. Emocional, sentimental, financeira, profissional, física até... Queremos ser mulheres de sucesso, com boa aparência, boas gestoras familiares, desinibidas e sem complexos físicos e sexuais, boas mães, mulheres e, acima de tudo, independentes!

Queremos ser aquilo que não pudémos ser durante anos, aquilo que nos foi proibido e que, finalmente, conseguimos conquistar. Não tudo, pois temos ainda uma longa lista de limitações, mas estamos no bom caminho. Mas é inevitável concluir que é ainda muito mais difícil ser-se mulher do que homem!!