sábado, dezembro 07, 2013

Novidades

 
 
 
 
Já algum tempo se passou desde a última vez que aqui vim. Desde então, já fiz muita coisa, já vi muita coisa, já descobri muita coisa e aprendi outras tantas. Comecei um mestrado (que não sei se vou poder terminar), fui aos EUA e à Suiça (love it!), estive doente e ainda hoje tenho sequelas disso, comprei uma guitarra nova, senti a dor de ver alguém querido (e estupidamente jovem) partir - um dia hei-de falar disto, conheci o Robin Sharma e o Leo Babauta que me têm inspirado a fazer mudanças na minha vida e tenho tentado viver cada dia com o espírito mais positivo possível. Nos dias que correm nem sempre é fácil, mas, afinal!, a efemeridade da vida não nos permite perder tempo com coisas insignificantes, que apaguem a beleza do que é simples. É isso. Simplicidade. Gratitute.

segunda-feira, outubro 22, 2012

Por estes dias tenho andado apaixonada por Murakami. Não porque esteja na moda, até porque não sou de grandes modas e nem sabia que estava na moda. Acontece que gosto de correr e numa pesquisa sobre o tema descobri que ele tinha um livro chamado "Diário de um Escritor enquanto Corredor de Fundo". Não resisti e comprei-o logo. E adorei! Não só porque fala dos seus pensamentos acerca da corrida, da forma como encara o acto de correr e da importãncia que este tem no equilíbrio da sua vida, mas também porque grande parte do livro retrata as suas corridas e vida quaotidiana em Boston. Coincidência ou não, tinha acabado de chegar de Boston quando o comecei a ler.
Murakami não tem uma escrita complicada, é fluente e acessível, mas leva-nos a pensar na vida de outra forma e isto é ainda mais evidente no livro que comecei a ler depois: 1Q84. Neste, Murakami utiliza todos os seus artifícios para nos deixar totalmente "presos" à história. Eu diria mesmo que é uma trilogia viciante. A história de Tengo e Aomame, do Povo Pequeno e de Fuka-Eri, das crisálidas de ar e das duas luas, está incrivelmente bem construída e Murakami soube passá-la para o papel transformando-a numa história tão real que, ao lermos os livros, temos a sensação de fazer parte desse mundo das duas luas.Ainda estou a meio do 3º livro, por isso não sei o desfecho final, mas pressinto que será inesperado e surpreendente.
Sem dúvida, um escritor a conhecer melhor, mesmo em tempos de crise. Não há nada como um bom livro!

terça-feira, setembro 18, 2012

Um ano sem escrever nada

Já fiz uns quantos posts de regresso e não queria que este fosse mais um. Mas a verdade é que este blog esteve completamente abandonado no último ano... e tanta coisa aconteceu desde então! Quando decidi começar o blog fi-lo, apenas, porque gosto de escrever. Gosto de escrever quando me apetece, quando me surge uma ideia a meio do dia e fico a matutar nela até a passar para o papel, digo, blog... Mas no ano que passou rendi-me a uma certa inércia e preguiça, embora as ideias continuassem a surgir. E isso é mau, porque há sempre uma parte de mim que fica incompleta.
Em suma, estou com saudades disto!

quinta-feira, agosto 11, 2011

Recuerdos de Alhambra









Por aqui me perdi na imensidão do belo...

terça-feira, junho 07, 2011

...

É triste ver que nada sei.
Que em tudo erro
e em nada fico.
que vou passando sem deixar rasto,
memórias, saudades...
É triste ver que sou só isso.
Que nada em mim se eterniza,
que tudo passa e pouco deixo.
Não sou nada nem ninguém.
Sou apenas amarga, triste e fria,
à procura do que nunca encontrarei.

Perdida

Perco-me em tudo.
Por onde ando
o caminho é escuro.
Não há luz,
não há som,
não há nada.
Simplesmente nada!
A vida escorre-me entre os dedos,
sem que eu a consiga agarrar,
e tudo passa sem sentido.
E eu? Fico a ver,
mera espectadora de mim própria.
A ver os sonnhos que fogem
e as luzes que se apagam.
Uma a uma.
Imóvel.
Não tenho nada
e já tive tudo,
mesmo quando o tudo
parecia ser nada.
E agora, sim, resta-me esperar.
Aguardar serena a morte que me chama.

sexta-feira, junho 03, 2011

Procuro-te

És tu quem eu procuro
na escuridão que me cega.
É a tua voz que quero ouvir
no meio do silêncio que me invade.
Essa voz, que não cala como eu,
que surgia sempre em cada instante
e me trazia à vida.

Hoje procuro mas não te encontro.
E os meus olhos estão tristes
de não ver nada.
O meu corpo morre.
A minha alma perde-se.
Tudo é agora um labirinto escuro
em que não há nada.

E eu deixo-me ir...
De olhos tristes, 
corpo morto e alma perdida. 
Mas na esperança de te reencontrar
e reacender a vida que ainda resta em mim.